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Comboio descarrila após avalanche nos Alpes suíços e deixa cinco feridos
O incidente surge numa altura em que grandes áreas dos Alpes Ocidentais permanecem sob risco de avalanche de categoria 5, o nível máximo de perigo. Nas últimas semanas, foram registadas dezenas de mortes associadas a deslizamentos de neve nos Alpes.
Uma avalanche na região de Valais, perto da cidade de Goppenstein nos Alpes suíços, provocou o descarrilamento de um comboio na manhã desta segunda-feira, que as autoridades suíças já confirmaram ter causado cinco feridos.
O incidente é o mais recente de uma série de deslizamentos de neve nos Alpes ocidentais, atualmente sob alerta de categoria 5, o mais alto nível de perigo de avalanches, reservado a situações “extraordinárias” e raras, segundo o Sistema Europeu de Aviso de Avalanches.
Na manhã de domingo, uma avalanche matou dois esquiadores no lado italiano do Monte Branco, a montanha mais alta dos Alpes e da União Europeia. O acidente ocorreu igualmente fora de pista, desta vez em Courmayeur, na parte superior do Val Veny, próximo da fronteira com França e Suíça.
Desde o início do mês até ao dia 8 de fevereiro, somavam-se já 13 mortes nas montanhas italianas, de acordo com o serviço Alpine Rescue, citado pelo jornal britânico The Guardian. As vítimas incluem esquiadores, alpinistas e transeuntes, dez dos quais foram apanhados por camadas de neve consideradas excecionalmente instáveis.
As autoridades têm alertado para a distribuição irregular de neve ao longo da cordilheira alpina. A instabilidade e o perigo das montanhas devem-se a uma combinação entre nevões e ventos fortes, que varreram a neve dos cumes das montanhas e depositaram-na sobre camadas frágeis, formadas no início da temporada devido à escassa precipitação.
A situação agravou-se após a passagem da tempestade Tempestade Nils, que na semana passada deixou entre 60 e 100 centímetros de neve em várias zonas dos Alpes.Prevê-se que a cordilheira dos alpes fique submersa por mais de 40 a 50 centímetros de neve, em algumas áreas.
Federico Catania, do orpo de Resgate Alpino da Itália, advertiu que, nestas condições, “a passagem de um único esquiador ou a sobrecarga natural provocada pelo peso da neve podem ser suficientes para desencadear uma avalanche”.
Perante a possibilidade de “inúmeras avalanches naturais muito grandes e extremamente grandes”, segundo descreve o Sistema Europeu de Aviso de Avalanches, várias aldeias nas imediações do Monte Branco foram encerradas ou colocadas sob ordens de evacuação.
O incidente é o mais recente de uma série de deslizamentos de neve nos Alpes ocidentais, atualmente sob alerta de categoria 5, o mais alto nível de perigo de avalanches, reservado a situações “extraordinárias” e raras, segundo o Sistema Europeu de Aviso de Avalanches.
Na sexta-feira, três esquiadores morreram numa zona fora de pista da estância de Val d’Isère, no sudeste de França. As vítimas, dois britânicos e um francês, integravam um grupo de quatro pessoas acompanhadas por um instrutor, que saiu ileso.O mesmo deslizamento de neve vitimizou também outro cidadão francês, que esquiava sozinho.
Na manhã de domingo, uma avalanche matou dois esquiadores no lado italiano do Monte Branco, a montanha mais alta dos Alpes e da União Europeia. O acidente ocorreu igualmente fora de pista, desta vez em Courmayeur, na parte superior do Val Veny, próximo da fronteira com França e Suíça.
Desde o início do mês até ao dia 8 de fevereiro, somavam-se já 13 mortes nas montanhas italianas, de acordo com o serviço Alpine Rescue, citado pelo jornal britânico The Guardian. As vítimas incluem esquiadores, alpinistas e transeuntes, dez dos quais foram apanhados por camadas de neve consideradas excecionalmente instáveis.
As autoridades têm alertado para a distribuição irregular de neve ao longo da cordilheira alpina. A instabilidade e o perigo das montanhas devem-se a uma combinação entre nevões e ventos fortes, que varreram a neve dos cumes das montanhas e depositaram-na sobre camadas frágeis, formadas no início da temporada devido à escassa precipitação.
A situação agravou-se após a passagem da tempestade Tempestade Nils, que na semana passada deixou entre 60 e 100 centímetros de neve em várias zonas dos Alpes.Prevê-se que a cordilheira dos alpes fique submersa por mais de 40 a 50 centímetros de neve, em algumas áreas.
Federico Catania, do orpo de Resgate Alpino da Itália, advertiu que, nestas condições, “a passagem de um único esquiador ou a sobrecarga natural provocada pelo peso da neve podem ser suficientes para desencadear uma avalanche”.
Perante a possibilidade de “inúmeras avalanches naturais muito grandes e extremamente grandes”, segundo descreve o Sistema Europeu de Aviso de Avalanches, várias aldeias nas imediações do Monte Branco foram encerradas ou colocadas sob ordens de evacuação.